Dica de Cinema: Into the Wild - Na Natureza Selvagem (Resenha)

20 fevereiro 2018




Este é um daqueles filmes que se tornou muito especial para mim. Muito se deve ao coração partido ao final da obra, mas muito também àquela vontade de "querer viver" que nos é despertado. 

Bem... Into the Wild (Na Natureza Selvagem) é um filme que, sintaticamente, compele-nos a fugir da civilização e inspira o convívio natural do ser humano com as condições de aventura e aprendizado constantes, além de, claro, trazer muitas críticas filosóficas e psicológicas sobre a vida. 
A história tem início quando Christopher McCandless, um jovem de 22 anos e recém-licenciado na faculdade de Direito, escolhe viver a sua própria vida da maneira que julga mais interessante, isto é, enfrentando os seus próprios medos e não se afetando com os pensamentos de outros. Dessa maneira, decide doar todo o seu dinheiro e economias para uma instituição de caridade, realiza uma mudança de identidade e busca a distância do materialismo cotidiano. Como consequência dessas decisões, Cris abandona a casa de seus pais e, em um dado dia sem o conhecimento de seus familiares, aventura-se na estrada como um andarilho sedento por significados. 
O seu desejo pela aventura é tamanho que acaba perambulando apé por boa parte da América (chegando mesmo ao México), sempre com o arranjo de empregos temporários e com o nomadismo de poucos lugares contínuo. 
Por fim, conquistado pelo espírito de liberdade e por suas influências literárias que incluíam Tolstoi e Thoreau, seu objetivo torna-se chegar no Alasca, concluindo pra si que ali poderia estar longe do homem e em comunhão com a natureza selvagem e pura. 
O que lhe acontece durante este percurso transforma o jovem em um símbolo de resistência para inúmeras pessoas (é nesse momento que choramos hahahaha) - E, pra mim, um exemplo de busca ao seu eu interior que deve ser seguido por todos.

O filme é escrito e dirigido por Sean Penn e é uma adaptação do livro de não-ficção de 1996 de Jon Krakauer baseado nas viagens de Christopher McCandless através da América do Norte. A sua trilha sonora é muito especial e a mensagem trazida é uma das melhores que vi em todo o cinema. 
Como já mencionei, toda a obra nos demonstra uma crítica de como vivemos atualmente, de como o consumo é demasiadamente forte e que existimos apenas para os bens materiais e acabamos esquecendo realmente de aproveitar a vida. Por isso, é uma perfeita sequência para reflexão, uma boa ideia para trabalhos acadêmicos, senão, uma maravilhosa ideia para assistir à noite junto a quem ama. 



“A felicidade só é real quando compartilhada”.

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